Luis Borges - Assessoria em Gestão



Quando um Problema é o Problema

Roberto Márcio de Andrade
Julho/2005



“O homem tem uma grande capacidade de complicar os problemas cuja solução é simples e a pretensão de simplificar os problemas cuja solução é complexa”.

Não li esta frase em nenhum lugar. Na verdade ela é fruto da minha observação da reação humana diante dos problemas do cotidiano. O ser humano, em geral, tem grande dificuldade em momentos de tomada de decisão.

No ambiente de negócios, às vezes, problemas que necessitam de solução rápida nem sempre tem solução simples. Mas a urgência exige que o responsável assuma o seu papel e dê uma resposta definitiva e absoluta. Neste momento, há de se valer da Lei Zero da Vida: para um problema urgente, independente do grau de complexidade, é preferível ter uma solução ruim do que não ter uma solução excelente. Saber o quanto é ruim e o que fazer para melhorar é um desafio para o dono do negócio.

Neste ponto a gestão de negócios é a ferramenta que, como método, permite o controle sobre o processo ou produto. Diversas técnicas auxiliam na tomada de decisão, e a metrologia é uma das mais utilizadas, enquanto permite a quantificação dos itens sob controle. Pensar desta forma não é novidade. A origem mais consistente desta forma de pensar data da era renascentista. Maiores detalhes sobre estes assuntos serão abordados futuramente.

Por hora nos restrinjamos à preocupação de identificar adequadamente o problema. Tenho observado, na maioria dos meus contatos com o mercado, que há uma grande dificuldade para as pessoas identificar integralmente um problema. Às vezes, com apenas uma visão superficial pretende-se chegar a uma solução ótima. Um problema bem identificado representa mais da metade do caminho para uma boa solução. Deve-se, a princípio, considerar todos os fatos e dados pertinentes, auxiliados por uma análise consistente e isenta para identificar o problema na sua plenitude. A solução adequada depende, além do talento e da criatividade, do conhecimento das pessoas envolvidas com o problema. Ou seja, não podemos jamais deixar de estudar e nos basear somente na nossa enorme capacidade de improvisação. E é justamente esta capacidade de improvisação que está deixando de ser uma virtude para se transformar em um defeito.





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